O 4.0 já é uma veras há qualquer tempo no agronegócio. As tecnologias disponíveis, e que continuam sendo criadas diariamente, auxiliam toda a calabouço produtiva, desde o produtor rústico até a agroindústria. Porém, com tantas novidades chegando, algumas dúvidas podem surgir: o setor está prestes? Há pessoal capacitado para mourejar com isso? É provável escoltar tudo e saber o que usar? E o pior: a propriedade tem entrada à internet? Para sanar estas e outras dúvidas, a reportagem de O Presente Rústico conversou com o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e diretor do Sindicato das Indústrias da Mesocarpo e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), José Antônio Ribas Júnior.
Para Ribas, a grande pegada quando o objecto são estas tecnologias é a preço das pessoas no processo. “Nós precisamos desenvolver pessoas, porque a tecnologia está andando muito rápido e quem serão os profissionais que vão trabalhar com essa tecnologia. Ainda é um grande duelo desenvolver produtores, transportadores, operadores de granja, de transporte das aves, de ração, de incubatório, de produção. Temos o trabalho de desenvolver não somente o produtor, mas a assistência técnica, veterinários, técnicos, agrônomos, zootecnistas, desenvolver todas essa masmorra de pessoas conectadas a avicultura”, sustenta.
O Presente Rústico – São muitas as novas tecnologias que estão surgindo para o agronegócio nos últimos anos. Porquê a agroindústria está absorvendo todas estas novidades?
José Antônio Ribas Júnior – O novo Vale do Silício do mundo é o agronegócio brasiliano, está acontecendo um movimento muito grande, um movimento qualificado e competente de fabricar soluções tecnológicas para muitas questões dentro do agronegócio. Na atividade de aves e suínos, esse movimento vem sendo ampliado de maneira significativa em inúmeras frentes. O grande drive de absorvência de todas as oportunidades tecnológicas que abrem um link de possibilidades que talvez a gente nem tenha a dimensão de entender ainda, porque abre um novo universo de possibilidades, é de analises de dados, de geração de conhecimento, de interrelação de variáveis, de possibilidades de gerar informação, de ler coisas que hoje o olho humano não lê, de conseguir ter a sensibilidade de temas que dependem muito de gente e que você possa tirar isso desse travanca é muito grande.
Logo porquê o setor vai pensar e aspirar tudo isso? Fundamentalmente é uma eleição de tecnologias que geram resultado, porque a tecnologia em si só não tem término, ela precisa ser uma tecnologia que gere resultado e esse resultado pode ser desde uma melhoria de qualidade, pode ser uma melhoria de possibilidade de trabalho, de posto de trabalho, pode ser uma redução de dispêndio, uma associação de valor. Tem vários drives, mas a grande resposta é: o que vai estabelecer que tecnologias que ficam em pé e tecnologias que serão descartáveis é realmente qual resultado que ela gera. E isso todos os fornecedores de tecnologia precisam ter muito evidente. Vender tecnologia por si só não muda zero. É muito bonito eu ver coisas na tela do meu celular, eu ter uma lucidez sintético gerando ajustes, fazendo algumas leituras. Mas se isso não gera qualquer valor associado, alguma melhoria de resultado, seja na granja desde que for aumentar a eficiência, aumentar qualidade, reduzir custos, seja qual for, não fica em pé.
O Presente Rústico – A agroindústria está preparada para haurir todas estas novidades que estão chegando?
José Antônio Ribas Júnior – A agroindústria brasileira sempre foi de ponta na extensão de aves e suínos, sempre foi protagonista, de vanguarda. O Brasil produz em nível tecnológico que não deixa a desejar para ninguém no mundo. Tem lugares que está robotizado. A gente não pode confundir tecnologia e robotização, são coisas que eventualmente são a mesma coisa, mas toda robotização está dentro da tecnologia, mas nem toda tecnologia é robotização. Nós temos coisas muito mais amplas sob a ótica tecnológica e o setor do agronegócio é vanguarda nisso, no padrão de geração de aves e suínos, vanguarda no jeito de operar essas cadeias, nas competências que transformaram nosso setor no maior exportador de aves do mundo, num relevante de suínos do mundo, de ter o status sanitário que nós temos, de produzir com a qualidade que nós produzimos, com dispêndio competitivo que nós conseguimos obter. Isso mostra que é um setor muito receptivo à inovação. Daqui saíram grandes movimentos de produção que hoje são reconhecidos pelo mundo na conhecimento que é feito cá. Logo tenho certeza de que o setor não somente está de braços abertos, porquê ele é participante desse processo, mais do que isso, ele é construtor desse processo, somos autores desse processo. O setor vem construindo soluções e vem gerando tecnologias e ele é puxador de todo esse processo.
O Presente Rústico – O que existe de novo que a agroindústria está usando?
José Antônio Ribas Júnior – Tem muita coisa de novo sendo trazido de tecnologia. Desde tecnologias de imagem, que permite através de câmeras de vídeo fazer a leitura de peso de animais, de grano de peso, de comportamento bicho, para que a gente amplie mais ainda a nossa conhecimento de muito-estar bicho, por exemplo, porque fica menos dependente do varão, do operador, de ter a percepção, que eventualmente ele não enxerga aquilo que está acontecendo. Logo temos câmeras de vídeos fazendo esse movimento, nós temos ciência de dados conseguindo fazer análises estatísticas de uma amplitude de informações muito maior e permitindo decisões melhores, mais qualificadas. Nós temos também lucro de tempo de resposta da qualidade de estudo de dados, pela capacidade desses dados transitarem e serem analisados. Esse tempo de resposta tem valor. Enfim, tem uma amplitude de novas tecnologias acontecendo de uma maneira muito grande.
Tecnologias ampliando e substituindo alguns produtos, até trazendo a possibilidade de gente fazer uma ração mais qualificada, produzindo probióticos, prebióticos, que substituem antibióticos, ou seja, é mais saúde, super conectado ao One Health, que é o concepção da saúde única, é o concepção de nós evitarmos as resistências bacterianas, de melhorar a sanidade e saúde de toda a produção. Enfim, têm muitas tecnologias chegando, sem recontar todo esse pompa tecnológico que hoje está embarcado em um galpão de aves, um galpão de suínos, que permite o controle de muitas variáveis, porquê temperatura, umidade, concentração de gases, disponibilidade de comida e chuva. Há uma série de tecnologias sendo embarcadas hoje em todo o sistema, tecnologias de rastreamento, que permitem o movimento de monitoramento das rações por transporte, da logística, otimizando a logística, com ganhos para o planeta, porque você reduz consumo de combustível, você permite segurança, porque isso também permite que a gente monitore se os caminhões estão respeitando as regras de trânsito, por exemplo. Têm muitos ganhos na qualidade de vida, na qualidade da produção e na eficiência do sistema de geração. Eu sou muito empolgado com essa teoria porque ela vai permitir que a gente construa muitas soluções novas e ofereça muita eficiência ao sistema. Mas, de novo, sempre gerando resultado.
O Presente Rústico – Pode referir algumas tecnologias que surgiram, mas ainda está difícil de serem “aproveitadas” pela agroindústria?
José Antônio Ribas Júnior – Têm muitas tecnologias que ainda carecem de viabilidade, delas conseguirem mostrar seus resultados. Essas tecnologias de imagem que eu citei ainda estão passando por calibração, por estágio, os algoritmos precisam aprender mais isso, leva tempo de você botar muita informação para dentro para ocorrer esse estágio. Há outras tecnologias que ainda têm problemas de cimalha dispêndio, ainda são caras para serem acessadas e isso vai passar por um tempo para a gente conseguir edificar soluções mais baratas, conseguir desenvolver tecnologias internamente no Brasil, logo também passam por leste processo. Nós temos um exemplo muito evidente, que a poucos anos detrás a produção de vigor fotovoltaica era um pouco proibitiva, o dispêndio favor era ruim, hoje já está muito mais atingível, logo mostra que o tempo vai trazendo soluções mais assertivas ainda. Uma grande dificuldade que existe no Brasil ainda é a conexão, a transmissão de dados, ainda muito precária no meio rústico e isso também traz um pouco de restrição, porque essa integração de informação, toda essa conectividade vai passar por esses obstáculos que é são, por exemplo, a conectividade.
O Presente Rústico – Percebe-se que, mesmo com tantas novidades surgindo quase que diariamente, ainda falta alguma inovação chegar a agroindústria? Qual seria?
José Antônio Ribas Júnior – Com certeza ainda faltam inovações chegarem ao nosso setor. Nós ainda temos uma duelo muito grande com o meio envolvente de reduzir a nossa pegada de carbono, logo a gente precisa olhar para essa enxovia de maneira mais ampla ainda para eficiência na produção dos grãos, para eficiência do consumo e da transformação desse grão em proteína bicho, ainda há muito o que se buscar de conseguir dar mais ciência aplicada à produção de milho devotado ao frango, ao suíno, soja dedicada a essas espécies, têm muitas coisas por fazer ainda que podem trazer resultados para o planeta, porque isso é eficiência da ergástulo de produção, que traz dentro do seu escopo esse concepção de sustentabilidade.
Nós ainda precisamos desenvolver o melhor uso da chuva, o uso racional da chuva ainda é uma oportunidade. Nós temos uma oportunidade para ampliar mais ainda o muito-estar bicho, logo ainda tem temas muito importantes a serem desenvolvidos e que. Tenho certeza que com essas novas tecnologias chegando, esse grande número de empresas e pessoas estudando e olhando para o agronegócio, porque o agronegócio virou um pouco atrativo para o mundo inteiro. Nós estamos vendo o presidente da Microsoft investindo em agronegócio, o presidente do Facebook olhando para questões do agronegócio, o Google olhando para o agronegócio, ou seja, o agronegócio secção de um pressuposto muito simples: é dali que o mundo se alimenta. Independentemente do que você opta por alimento, essa alimento virá do agronegócio, logo por isso que ele está ganhando tanta relevância. Mas ainda há muita tecnologia. Nós ainda precisamos fazer o maná chegar no prato de muita gente, logo também vamos precisar do espeque da tecnologia para chegar ao prato de muita gente que hoje não consegue ter um prato de comida qualificado na sua mesa. Há muita coisa a ser feita ainda.
O Presente Rústico – Quais são os desafios que a agroindústria vem enfrentando quando o objecto são estas novas tecnologias 4.0?
José Antônio Ribas Júnior – Um dos grandes desafios do 4.0 é a conectividade, a transmissão de dados, sem nenhuma incerteza. Ela ainda é um dos grandes problemas, a cobertura de 3G, 4G, no meio rústico, no setor de produção é muito fraca ainda e isso limita. O mundo quer falar de 5G, mas nós ainda temos limitações muito grandes de cobertura, obstáculos bastante importantes. Mas eu quero botar um ponto cá que é muito relevante, que talvez seja um dos grandes temas do agronegócio: nós precisamos desenvolver pessoas, porque a tecnologia está andando muito rápido. Quem serão os profissionais que vão trabalhar com essa tecnologia? Ainda é um grande duelo desenvolver produtores, transportadores, operadores de granja, de transporte das aves, de ração, de incubatório, de produção. Temos o trabalho de desenvolver não somente o produtor, mas a assistência técnica, veterinários, técnicos, agrônomos, zootecnistas, desenvolver todas essa ergástulo de pessoas conectadas a avicultura. Que profissional nós precisaremos ter nesse novo mundo da tecnologia? Esse é um trabalho de desenvolvimento grande que as agroindústrias tem feito. Temos chamado a universidade, a ateneu para dentro dessa discussão, para que a ateneu se conecte a isso, entenda essa premência, essa demanda, e trabalhe junto conosco para desenvolver esses profissionais e para disponibilizar ao mercado um profissional qualificado para nascente mundo. Essa geração novidade já vem muito conectada a essas tecnologias, mas estão conectadas às tecnologias para o seu uso pessoal, para as suas questões pessoais.
Agora, porquê você interage com essas tecnologias profissionais, com essas tecnologias de processo, com essas tecnologias da cárcere de produção de maneira a fazer elas darem o resultado que se espera? Esse é um grande trabalho de desenvolvimento que vem sendo feito, academias de treinamento, lives, webinares, enfim, muita coisa tem sido buscada. A gente aprendeu com a pandemia o uso das tecnologias, das videoconferências, de acessar pessoas com imagem, logo nós temos que buscar muito disso para fazer desenvolvimento, um trabalho contínuo e muito importante para que a gente vá desenvolvendo as pessoas para tirarem o sumo proveito da tecnologia.
O Presente Rústico – Porquê o senhor, porquê um profissional da agroindústria, vê a chegada destas novas tecnologias e a adaptação que as empresas estão tendo que fazer para poder usá-las ao sumo?
José Antônio Ribas Júnior – A chegada das novas tecnologias olhamos com muito otimismo, uma percepção, um mundo de oportunidades que pode se penetrar, de ganhos de eficiência, seja por tempo de resposta aos problemas, quando a gente conseguir conectar essa enormidade de dados que nós manuseamos de uma formulação de ração, de um pintinho que é produzido, de um controle de ambiência que esse bicho é submetido, todas essas variáveis, do jeito de transportar, do controle de transporte, quando todas essas variáveis começam a se integrar e interagir, serem cruzadas e serem correlacionadas nós podemos ter muitos aprendizados, podemos melhorar e qualificar muito a nossa decisão, podemos lucrar em eficiência. Há essa expectativa de que nós temos realmente que tirar resultado disso e em um limitado prazo. É obvio que isso é uma jornada muito extensa, mas a gente precisa ir conquistando terreno e gerando resultado, porque isso vai motivando o produtor, o colaborador, as lideranças da empresa a investir cada vez mais em tecnologia porque ela vai dando resultado, a se aprimorar nos uso dela e tudo isso trazer benefícios para toda a enxovia de produção.
O Presente Rústico – Em conferência com outros países, porquê o Brasil está na adesão destas novas tecnologias 4.0?
José Antônio Ribas Júnior – Todos os países do mundo estão trabalhando em cima do 4.0, existe muita ciência em cima disso. Mas eu não tenho nenhuma incerteza que o Brasil está puxando muito desses temas. Porque no Brasil o campo tem sido muito fértil para o desenvolvimento das tecnologias, o uso delas e para realmente fazer elas serem realmente relevantes no processo de produção. O Brasil não está detrás de nenhum país. Obviamente que alguns países que já detêm muito conhecimento científico e muita conhecimento na produção da tecnologia, que consegue produzir, até porque o Brasil ainda é depende da importação de muitos itens tecnológicos, esses países acabam tendo essa vantagem competitiva. Mas o que nos difere é que o protagonismo do setor, a interatividade de toda essa calabouço que é integrada consegue fazer com que a velocidade nossa consiga ser muito grande porque o sistema de integração, sistema cooperativo, são alavancagem importantes nesse processo porque eles conectam o produtor muito rapidamente a estas tecnologias e fazem o filtro de quais tecnologias realmente são relevantes porque se não o produtor fica exposta o que chega até ele pode não ser a melhor tecnologia ou que não esteja atendendo seu objetivo. As cooperativas, as agroindústrias, todo o sistema de integração da produção de aves e suínos tem essa conhecimento de fazer essa filtragem, trazer o que há de melhor e de colocar os seus especialistas a estudar cada vez mais para que o que chegue ao produtor chegue de maneira mais assertiva. Isso faz com que o Brasil ganhe uma velocidade muito grande. A gente vem observando que cá no Brasil esse processo tenha percorrido muito mais rápido, o que acontece nesse mundo do dedo cá no Brasil impressiona o mundo inteiro, porque a gente vem desenvolvendo muitas soluções de uma maneira muito rápida.
Outro lucro da tecnologia que é muito relevante é que ela está trazendo um favor suplementar muito bonito, que é a atratividade para os jovens da atividade de aves e suínos. Há 25 anos, quando eu era extensionista, a gente tinha uma preocupação muito grande com isso no meio rústico, com o envelhecimento do campo. Hoje a gente vê muitos filhos de produtores muito atraídos pela atividade, ficando na granja, querendo conduzir o negócio, porque perceberam na tecnologia uma melhor qualidade de vida, facilitou muito o trabalho, deixou o trabalho menos braçal e muito mais intelectual, e essa turma, a novidade geração, que está chegando se atrai muito por isso. Logo está sendo também um instrumento de fixação de mão de obra no campo, de atratividade para o jovem e ele vai fazer um upgrade em tudo isso porque ele vem com essa vontade, com esse gosto pela tecnologia, logo estamos conseguindo inclusive leste lucro.
O Presente Rústico – O senhor pode referir alguns exemplos de quais são estas tecnologias de IA, Big Data, entre outras, na avicultura?
José Antônio Ribas Júnior – Têm muitos exemplos de tecnologia que existem hoje. Na avicultura existem painéis de controle integrado de tudo o que acontece no envolvente do aviário, que aquele quadro já faz a leitura de temperatura, da umidade, da ventilação, da luminosidade, da sensação térmica, da quantidade de gás presente, e o próprio quadro já decide qual equipamento vincular, quando vincular, e faz todo esse gerenciamento. Isso já é um algoritmo, uma lucidez dentro do sistema gerenciando o processo. Já existem sistemas disponíveis que inclusive podem tomar a decisão de rapidamente reagir a qualquer situação imprevista, olhando até para o consumo de ração do bicho, seja de aves ou de suínos, do consumo de chuva, e também já tomar a decisão, existe já a tecnologia que consegue, ao você fotografar um bicho, ter um diagnóstico de qual é o problema que aquele bicho pode estar passando, qual é a dificuldade, até mesmo qual é a própria doença, fundamentado em alguma sintomatologia ou sinal que o bicho pode estar passando e que isso ajuda o produtor a fazer o seu diagnóstico.
Já existe muita ciência de imagem, gerando peso dos animais, gerenciando em tempo real o peso dos animais, existem imagens trabalhando para fazer a qualificação do bicho no abate, para fazer a leitura de qualidade daquele bicho, e com isso permitir que você diferencie qualidade e possa também remunerar meritocraticamente por qualidade, ou que você possa destinar um tipo de particularidade de um bicho para um resultado A ou B. Tudo isso já são tecnologias que estão aí. E agora com a chegada da nuvem, a possibilidade que já está acontecendo de jogar dados na nuvem e você ter uma possibilidade de gerir um número de dados muito maior, interrelações muito maiores também já é uma situação que já está disponível.
O Presente Rústico – Além da agroindústria, outros elos da avicultura estão preparados para haurir todas estas novas tecnologias?
José Antônio Ribas Júnior – O setor já está sim prestes para tudo isso, o setor vem se preparando para isso e já falava em tecnologia na dez de 1980 quando começaram a automatizar processos de geração. Porquê eu falei, o setor é muito protagonista nisso, tem uma capacidade de inovação impressionante, se reinventa a cada crise, entendendo que precisa buscar soluções. Logo, o setor está prestes para tudo isso, sim. Obvio que sempre buscando mais e melhor conhecimento para dirigir tudo isso, investindo nos profissionais. Eu pessoalmente acredito muito nessas soluções, nós estamos investindo porquê setor, porquê empresa, porquê profissional neste processo porque acreditamos que ele vai trazer melhores resultados do que nós operamos hoje e isso, em última estudo, para mim, tudo isso tem uma conexão superimportante que é a sustentabilidade. Nós vamos ser mais eficientes sob todas as óticas, mais eficientes socialmente, porque vamos ser mais includentes, em governança porque vamos comandar melhor, dar mais transparência sob a nossa gestão, vamos poder mostrar em tempo real o que a gente fala e faz, e vamos ser mais eficientes no consumo dos recursos naturais do planeta. Tudo isso vai trazer um resultado muito positivo e a gente acredita muito nisso.
Hoje todas as empresas estão assumindo compromissos de sustentabilidade, tem esse concepção novo do ESG, que traz o meio envolvente, social e governança, e tudo isso já está conectado. Essa tecnologia vai permitir a gente invadir melhores resultados, mais eficiência e fundamentalmente mostrar ao consumidor que é, em última estudo, o grande beneficiário de tudo isso, porque ele vai poder acessar um resultado muito mais sustentável no seu prato, com muito mais qualidade. A gente vai poder atingir melhor esse consumidor, desde aquele que vai poder acessar pela primeira vez um prato de comida qualificado até os mais exigentes que vão poder ter um aproximação à informação diferenciado, mostrando o quão competente é o nosso sistema de produção.
O Presente Rústico – Porquê o senhor vê o comportamento do setor quanto a estas novas tecnologias?
José Antônio Ribas Júnior – Consegue revestir todos os assuntos deste tema que são superimportantes nesse processo. Nós não podemos perder de vista os drives que conduzem tudo isso. Da gente cuidar melhor de gente, de todas as pessoas que estão envolvidas na masmorra de produção, melhorando a qualidade de vida delas, através das tecnologias, através da facilidade das rotinas de trabalho, através da eficiência do trabalho. Nós temos que cuidar do meio envolvente e a tecnologia nos ajudará com isso, usar melhor os recursos naturais, mostrar à sociedade o quão somos comprometidos com o meio envolvente, que isso já é um DNA do setor, mas vamos poder mostrar isso com mais perspicuidade. A gente vai poder dar muita atenção a toda a eficiência e qualificação dos nossos produtos, dando quesito de melhorar muito-estar bicho mais ainda, esses conceitos de One Health, de redução de antibióticos, enfim, tem inúmeros ganhos associados a isso. Tudo ao seu tempo, tudo construído com muita seriedade, com muita responsabilidade para que a gente vá construindo dias melhores avante.
Sou um otimista sobre isso, mas com muito realismo, para que a gente não queira riscar alguma coisa extraordinário e deixe de fazer o que é bom, para a gente ir fazendo um passo de cada vez realmente com essa sensação de que estamos construindo um caminho notório. Muitos aprendizados acontecerão, mas estamos superabertos para esses aprendizados. Eu pessoalmente tenho aprendido muito nesse segmento, nesse setor, das oportunidades que a gente pode aproveitar. Não tenho dúvidas de que estamos construindo dias melhores avante porque todos nós estamos muito imbuídos de entregar um planeta melhor para as próximas gerações, produzindo vitualhas de maneira muito correta e transparente para que toda a sociedade tenha muito orgulho da produção de proteína que nós fazemos.
O produtor do agronegócio tem uma capacidade muito grande de gerar qualidade de vida, não somente por toda a economia que ele movimenta, mas também nos indiretos para toda a sociedade, até porque é um setor que gera movimento econômico, que traz investimentos, que geram mais empregos, ocupação gera mais consumo, consumo gera mais movimento econômico que gera mais empregos, que gera mais consumo. Veja que a gente alimenta uma roda de ganhos sociais, econômicos e associação de valor para a sociedade que é muito grande. E o que a gente quer fazer é que a tecnologia facilite tudo isso. E em outro viés que melhore muito o nosso nível de informação com o nosso cliente, com o nosso consumidor, com a sociedade, mostrando porquê que a gente produz para que tenham segurança, que nós cuidamos de todos os aspectos de sanidade, de saúde, de muito-estar, das pessoas para que possam consumir um maná de maneira muito tranquila de que estão cuidando do planeta, das pessoas e dos animais. Tudo isso nos suplente benefícios muito grandes para serem conquistados.




